04 outubro, 2011

É Sempre à Noite...

É sempre à noite...
Quando o sossego das horas acaricia o sono...
Que a mão das lembranças vem colher
a vontade
no corpo que adormece. 
É sempre à noite...
Quando a ausência agasalha o luto...
Que a saudade recebe em dor
a maquia
do fadário produzido.  
É sempre à noite...
Quando a luz se torna necessária...
Que o cortinado dos dias enclausura
o negro
que no peito transparece. 

 c. p

11 comentários:

Josefa Ramos disse...

Maravilhos este seu poema, Carlos. É portador de uma grande sensibilidade. Parabéns para o senhor

pianissima disse...

é sempre à noite!
tudo aqui é maravilhoso, as imagens, os poemas, também esse pianissimo som.
abraço.

jbcontatos disse...

Olá, tudo bem?
Estou seguindo eu blog e te convido a seguir o meu VIDA VIVA POEMAS
www.jbcontatos2.blogspot.com
Te aguardo lá, um abraço!

Dulce B. disse...

belo poema bem acompanhado por um optimo retrato, parabens.

Janaina Cruz disse...

Belíssimo e inspirador poema! Quanto mais cala o mundo a nossa volta, mais a dor sente-se abastecida...

Lídia disse...

Bonito este poema, quando o silêncio da noite fala mais alto.

Parabéns

Lídia

Camila Alves disse...

Lindo poema!

Paula Barros disse...

É sempre a noite que enquanto tentamos dormir...os pensamentos se acordam com mais disposição, e interrompe o sono, brincando com os olhos cansados do dia.

MARIA DA FONTE disse...

Lindo, muito lindo mesmo. Abraços

pessoa nenhuma disse...

simplesmente, lindo

Expedito Gonçalves Dias disse...

À noite, quando a escuridão ameniza a beleza passamos a perceber a crueza das sombras.E é bom. É como um abrir a tampa da caixa, um arejamento necessário...
Mas é à noite que afloram todos os sentimentos. E podemos escolher com quais conviver...
Abraços!