09 julho, 2009
27 novembro, 2008
Maria do Céu



Fé em Santa Eufémia
Estava encostada à porta quando entrávamos para o Santuário.
Perguntámos-lhe se na noite grande, a noite de 15 para 16 de Setembro, ainda vinham duas bandas de música tocar a Penedono na romaria a Santa Eufémia.
Maria do Céu, zeladora do Santuário, acenou que não com a cabeça, lamentando-se:
–“Agora só vem uma. Sabem meus senhores, os tempos estão maus!”
E ausentou-se.
No fim da visita, Maria do Céu veio ao nosso encontro.
Sorridente, mostrava-nos a mão onde trazia o pão e a uva.
E foi dizendo:
– “São servidos?”
Era o lanche que lhe serviria de jantar.
Em breves palavras contou-nos algumas histórias da sua vida, a vida que faz enganadores os 58 anos que tem e, dos quais, nos disse já serem muitos.
Falou-nos também da doença do marido e da história de lhe terem cortado a perna.
– “Um inferno!... Morreu, já vai para quatro anos! (...) Agora, apareceu-me qualquer coisa num peito...”
( ??? )
Maria do Céu, tem fé em Santa Eufémia.
(Santa Eufémia - Penedono) 10Novembro2008
13 abril, 2008
Elisio Passeira
16 outubro, 2007
O ferrador, a burra preta, o dono e a neta

Uma no cravo… outra na ferradura…Quem não estava a gostar nada da brincadeira era o dono, Diniz Abrunhosa, que maldizia a sorte cada vez que a força dos seus 88 anos não aguentava a enérgica sacudidela da burra e largava a pata traseira que segurava. - “Raio parta a burra! … deve ser por causa da mosca! …”
Com artimanha elaborada pelo mestre, a neta, lá ia tentando dissuadir a burra da obstinada ideia de coicear, mas a tarefa não estava nada fácil.
Ocupámos o lugar do avô... e o serviço fez-se com segurança.
28 agosto, 2007
« O Roque »
- “ Chamam-me Roque porque o meu pai era Roque, e Roque fiquei (…) não sou homem de ir para o café e não gosto de falar na vida alheia (…) vou fazendo estas coisas para passar o tempo...”
Exibia com vaidade os arados, os bois e os carros-de-bois feitos em miniaturas, e falava-nos do tempo, desse tempo a quem ele estava habituado a trocar as voltas e a roubar o vagar para as suas construções.
- “Olhe que a minha mãe durou até aos cento e três anos!…”
- Ó ti António, se o tempo não nos pregar a finta, havemos de voltar a conversar daqui a vinte e cinco anos… pelo menos!
(Mós - V.N.Foz Côa) 18Agosto2007
22 agosto, 2007
Tia ILDA

Ilda Almeida, com a mesma franqueza que nos abre a porta de sua casa, vai destapando do mais fundo da sua memória certezas que transformaram incertos os dias da sua vida. Não é dificil adivinharem-se-lhe no rosto as atribulações vividas nestes seus 83 anos de idade.- «Aqui, pareço uma senhora!»
(Ranhados - Mêda) 17Agosto2007
10 agosto, 2007
Amilcar Saraiva




09 agosto, 2007
Odete Costa

Vai tricotando saudades …
Irmã de todas as horas,
Tem nos olhos as estrelas
Com que alumia as vontades.
Enjeitada da fortuna.
Afilhada do cansaço.
Chama as cabras, uma a uma,
E guarda as tardes no regaço.
(Q.ta da Coutada- Longroiva) 03Março2007
31 julho, 2007
Felizmina "Lila"

- São para vender?
(...)
Mais tarde, na aldeia, disseram-me que se chamava Felizmina "Lila".
(Muxagata - V.N. de Foz Côa) 02Dezembro2006
22 janeiro, 2007
José Albino

E pela vez primeira fui ajudante de pastor.
(Cornalheira - Fontelonga - Mêda) 26Novembro2006


